quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O Pesadelo



Assisti recentemente o filme O PESADELO no qual acompanhamos a historia de um jovem que perdeu o pai quando criança e sua mente fértil criou a ficção de que o pai foi levado pelo Bicho Papão que saiu do closet de seu quarto. Esse jovem cresce mas nunca supera o trauma. Sua mãe morre e ele decide voltar para a casa de sua infância para tomar decisões sobre as coisas que herdou e lá descobre que o o monstro em seu armário realmente existe e têm levado pessoas há muito tempo.

Enredo simples, não há nada demais que se esperar. Um filme de terror comum, como tantos outros. A não ser pela ideia e visual que mesmo com efeitos toscos, tem seu estilo. Esse filme lembra demais Changeling, infelizmente ainda não traduzido. É dever de todo jogador de rpg tirar inspiração e referências dos mais variados lugares, literalmente tirando leite de pedra e ai está, a inspiração da semana. Para quem curte o cenário, vale a pena assistir esse filme que reflete tão bem uma das principais idéias de Changeling.


terça-feira, 19 de julho de 2011

Old Dragon


"Buenas Noches Malditos!

Como o Dragão Banguela é o blog de RPG mais atrasado do mundo, todos já devem ter escutado sobre o projeto Old Dragon. O que? Não ouviu falar? Onde você mora? Em uma caverna? Então leia o infame post e descubra o que é o projeto Old Dragon...

... Bom, o Old Dragon é um sistema de RPG brasileiro que nasceu de um projeto dos sites Paragons e Vorpal e utiliza a licença OGL do sistema d20.

Agora você deve estar se perguntando "Mas que porra isso me interessa? Há tantos sistemas brasileiros por aí! O que essa bosta tem de especial?"

Então eu vos respondo caros gafanhotos:

O Old Dragon, simplesmente é um sistema voltado para a galera da "Velha Guarda" do RPG (lá das antigas, na época do AD&D).
Pelo pouco que eu li, parece ser bem interessante. Ficou uma mescla de AD&D com D&D 3.5.

Lembram-se dos Testes de Resistência de Sopro de Dragão e Paralisia/Transformação do AD&D? Pois bem, existem no Old Dragon.
Lembram-se (é claro que lembram ¬¬') do famigerado TAC0? Pois bem, felizmente, para simplificar as regras de combate, ele foi retirado.

Quanto a parte artística do livro, não tenho o que reclamar, apesar do interior ser em P&B, a arte do livro ficou maravilhosa, parabéns aos cabras que foram responsáveis pelo design do livro. Nota 10.

Estou louco para imprimir e jogar essa bagaça com o meu grupo, e o melhor de tudo é que como é um RPG "comunitário", todos podem ajudar na melhoria do sistema (que nem é no Tagmar).

Abaixo há uma pequena sinopse que 

roubei
 gentilmente coletei do site Paragons:

"A ideia por trás do Old Dragon surgiu do descontentamento com relação às novidades nos nossos RPGs favoritos. O Old Dragon nasceu porque acreditamos que o RPG pode ser mais imaginativo, mais caótico e não tão equilibrado e pasteurizado quanto a nova onda dos jogos atuais que tanto recebe críticas por aí.

Movido pelo método old school de se jogar, o Old Dragon não busca emular os jogos dos anos 70 e 80, em que o mestre tinha maior poder sobre o jogo e onde não havia uma busca obsessiva pelo equilíbrio e pela padronização. O Old Dragon busca ser um jogo com temática old school, baseado na desnecessidade de regras para controlar toda e qualquer situação, deixando para que o mestre adjudique com base no seu bom-senso.

Depois de 10 meses de concepção, escrita, testes, revisões e muito trabalho, eis que lançamos finalmente o Old Dragon, o primeiro RPG exclusivamente Old School e nacional, a usar as regras da OGL do sistema D20."


Bem, quem quiser participar ou conhecer melhor o projeto Old Dragon pode acessar a página oficial nesse link aqui
.

Sinceramente, torço muito para que isso dê certo e que o Old Dragon se consolide como um sistema de RPG de renome no Brasil."


Texto retirado do Dragão Banguela 
http://dragaobanguela.blogspot.com/2009/10/downloads-old-dragon-o-rpg-old-school.html

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Fábulas RPG


Não é incomum histórias em quadrinhos e desenhos animados inspirarem jogadores de RPG a fazer adaptações. Sejam elas caseiras ou compartilhada com muitos em comunidades de RPG. A Editora Daemon com seu prórpio fórum por exemplo já publicou dezenas de Netbooks enviados pelos jogadores e transformados em PDF e disponibilizados gratuitamente no site para quem quizer.

Uma HQ que tem ganhado pretigio e fãs e comparada inclusive a obra de Neil Gaiman e que com certeza é uma boa fonte de inspiração para RPG é Fábulas, de Bill Willianghan e do selo vertigo, fábrica de revistas de temas mais adultos que deu origem a Sandman, Hellblazer e muitos outros.

Em Fábulas os autores fazem uma releitura dos contos de fada já conhecidos de uma forma mais adulta e os transporta para o nosso mundo. Eis como: Um invasor surgiu em algum reino mágico de alguma fábula e a conquistou e a partir de então passou a invadir e conquistar mundo por mundo as terras mágicas dos contos de fada, obrigando alianças, escravizando milhares e matando os opositores. Alguns que sobreviveram ou conseguiram fugir escaparam para o nosso mundo, o Mundo Mundano como chamam, e nele aprenderam a viver. Se encontra nesse mundo Pinóquio, Branca de Neve, O Principe Encantado, João das Lorotas (e do Pé de Feijão), Os três Porquinhos, O Lobo Mau, dentre muitos outros que criaram comunidades de Fábulas e vivem arranjando confusão. As Fábulas são de natureza mágica e não envelhecem e muitas detem poderes sobrenaturais. Vivem em conspirações umas contra as outras e planejando retomar suas Terras natais do Adversário.

Um RPG baseado em Fábulas poderia ser um jogo em que os jogadores criassem seus próprios conto de fadas para dai então tirar seus protagonistas e envolvê-los no contexto de Fábulas. Seja nas batalhas de invasão nas Terras Natais; seja aventuras históricas de personagens de Fábulas em momentos da história do nosso mundo; ou seja com os persnagens no mundo contemporâneo arrumando confusão e ou tentando reconquistar sua terra natal. Um jogo de narrativa sobre contar histórias como o é a série de HQ Fábulas certamente é uma boa fonte de diversão e boas histórias.





sexta-feira, 15 de abril de 2011

Supernatural - fábrica de idéias





Supernatural é um seriado divertido. Dois irmãos viajando pelo país de carro, uma boa referência de "On de Road" de Keroac e a geração Beat caçando monstros que ninguém além de algumas poucas pessoas estão cientes da existência ou acreditam. Não é nenhuma obra de arte, não é nenhum Shakespeare, mas é um prato cheio para admiradores de historias de monstros e terror, embora não seja lá muito aterrorizante.


Um dos pontos fortes do seriado é a releitura que fazem de inúmeros clichês e lendas urbanas. Tem de tudo, desde vampiros e lobisomens, até poltergeists e a loira do banheiro. Com lugares mal assombrados, objetos amaldiçoados, antigos deuses e até cemitério indígena. Outro ponto forte é a forma com a qual as historias são contextualizadas, principalmente no inicio da série, coisa que se perdeu um pouco desde a terceira ou quarta temporada. Os personagens não estão isolados no mundo, como geralmente acontece com filmes de terror, onde os protagonistas são o eixo no qual gira a história e o resto é apenas papel de parede. Em Supernatural, pelo menos no inicio, os protagonistas lidam com outros personagens, autoridades, jornalistas, enfim, eles não estão isolados na história e precisam ser criativos para se darem bem em suas aventuras sem deixar pistas ou serem presos.

Mas para jogadores de RPG Supernatural se torna interessante de outra forma. Ele é uma fábrica de idéias para quem curte os cenários que são baseados no mundo real, misturado com sobrenatural, tal como Storyteller, Storytelling e Daemon (citando os que têm ou são publicações em português). Não se trata de usar as mesmas histórias necessáriamente, mas de se basear na forma de construção de enredo e criação de monstros. Em nenhum outro seriado ou filme tem-se tantos exemplos e nem tão bons de assombrações, por exemplo. Todos os monstros em Supernatural - ou quase todos - servem como inspiração para se criar os seus próprios.

E ainda pode-se dar atenção a alguns específicos que são variações de monstros já comuns como os Vampiros, que são bem diferentes dos usuais da White-Wolf, Anne Rice ou Crepúsculo. Os SkinChangers que são uma variação da ideia de Lobisomem e similares aos Skinchangers do Storytelling. Sem contar com um sistema rico e divertido sobre assombrações e fantasmas e como lidar com eles, tudo sem ser necessário que os jogadores sejam eles mesmos criaturas sobrenaturais. Tem também um próprio esquema de bruxaria. Um espacial foco nos anjos e demônios possuidores de corpos, ambos muito sacanas, que são o foco da série.

Vale a pena dar uma conferida quando tentar criar uma história de terror sobrenatural e quem sabe encontrará alguma inspiração ou até mesmo uma criatura que resolva utilizar.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

SECOND SIGHT Paranormalidade e mais opções de sobrenatural para O Mundo das Trevas

 

Second Sight, ou como será traduzido pela Devir, "Sexto Sentido" ainda esse ano - se mantiverem a palavra dada no blog oficial da editora - oferece varias opções de sobrenatural para o Mundo das Trevas. Usando ou não em conjunto com outro livro de criatura do WoD ele possui ótimas idéias. Se o narrador desejar fazer uma história de terror sobrenatural sem utilizar os diversos e complexos universos que compõec ada criatura sobrenatural ele tem nesse livro opções genéricas que combinam com o livro básico.

Para os jogadores (e narrador)  que querem uma história de terror com sobrenatural sem que os jogadores se tornem alguma das criaturas sobrenaturais, mas que possuam sim alguma forma de interação com esse sobrenatural esse é O livro indicado. Nele você encontrará opções para personagens (e antagonistas) com capacidades paranormais, telepatas, mediunicas, videntes, cultistas (ao bom e velho estilo Call of Ctchullu) no qual a origem pode ser qualquer uma. Seja através de contato com entidades sobrenaturais, pactos com forças superiores ou abduções alienigenas. 

Têm também um capítulo dedicado a magica que, diferente da magia de "Mago o Despertar" é bastante fraca e sutil. Principalmente simpatias que dão certo. Que permitem os personagens se envolverem com o sobrenatural mas que não lhes dão poder necessariamente. O texto deixa claro que os rituais possui algum poder, os conjuradores não. Os rituais são demorados e de efeitos simples que podem ser considerado apenas coincidência pela maioria dos observadores, mas que os jogadores têm certeza de que é magica. Uma boa alterantiva ao cenario de magia do Novo Mundo das Trevas para aventuras com mais terror e menos exagero.